CURSO DE GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA
DISCIPLINA: HISTÓRIA DA FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA I
O realismo depois da virada lingüístico-pragmática
Nº de Créditos:
04 (60 horas-aula) / Período: 2003 (1º Semestre)
![]() |
![]() |
![]() |
| C. S. PEIRCE | G. FREGE | L. WITTGENSTEIN |
| (1839-1914) | (1848-1925) | (1889-1951) |
![]() |
![]() |
![]() |
| J. L. AUSTIN | J. SEARLE | H. PUTNAM |
| (1911-1960) | (1932-2025) | (1926-2016) |
EMENTA:
Como podemos conciliar ao mesmo tempo o postulado de um mundo independente de nossas descrições - e idêntico para todos os observadores - e a descoberta da filosofia da linguagem, segundo a qual não temos um acesso direto, não mediatizado pela linguagem, à realidade "nua"? Partindo da obra Warheit und Rechtfertigung (1999) e mais especificamente do que Jürgen Habermas escreve na sua "Introdução" a esta obra, a História da Filosofia Contemporânea I tem por objetivo explicitar não apenas a resposta dada por Habermas à questão epistemológica do realismo, mas também explicitar as críticas de John Searle ao realismo interno, tal como foi proposto por Hilary Putnam em 1987, em The Many Faces of Realism, e a sua defesa de um realismo externo. Searle tenta mostrar em 1995, em The Construction of Social Reality, que o uso de grandes secções de uma linguagem pública pressupõe o realismo externo: para um grande número de proferimentos, cada proferimento individual requer, para que seja inteligível, uma realidade publicamente acessível, que ele caracteriza como independente-da-representação. As nossas práticas lingüísticas ordinárias pressupõem o realismo externo. Não há nada de epistêmico no realismo assim construído.
A Introdução Geral [Pragmatismo e Filosofia Analítica] apresenta o projeto peirceano de uma metafísica científica e retoma também as origens da filosofia analítica contemporânea ao explicitar como Michael Dummett caracteriza a filosofia analítica. A Primeira Unidade [Linguagem ordinária e percepção] parte da crítica de John Austin em Sense and Sensibilia (1961) à doutrina geral segundo a qual nunca vemos ou percebemos (sentimos), ou de qualquer modo nunca percebemos ou sentimos diretamente, objetos materiais (ou coisas materiais), mas apenas dados sensíveis [sense data] (ou nossas próprias idéias, impressões, percepções sensíveis, perceptos, etc.) para explicitar a sua análise de real e a sua descoberta de uma técnica, ou técnicas de clarificação do uso da linguagem. Na Segunda Unidade [Significação, Atos de Linguagem, e o Realismo em Searle], ao partir da síntese proposta por John R. Searle em 1998, em Mind, Language and Society: Philosophy in the Real World, trata-se de explicitar a importância dos atos ilocucionários para Searle (o ato ilocucionário é, segundo ele, a mínima unidade completa da comunicação lingüística humana), a sua distinção entre o conteúdo proposicional de um ato ilocucionário e a força ilocucionária ou tipo de ato ilocucionário, a sua análise da noção de força ilocucionária e das noções de sucesso e de satisfação, e da significação considerada como uma forma de Intencionalidade derivada, a sua critica a Paul Grice, a sua classificação dos atos ilocucionários, e o que ele entende por "realismo externo". A Terceira Unidade [Significação, Comunicação e Representação] retoma as Conferências Christian Gauss que Jürgen Habermas apresentou em Princeton em 1971 encontramos nestas Conferências uma primeira formulação de sua pragmática formal, o início de sua apropriação da teoria dos atos de linguagem, mas também uma primeira formulação da assim chamada teoria consensual (posteriormente será caracterizada como discursiva) da verdade - e apresenta muito rapidamente como Habermas, ao interpretar as funções da linguagem de Bühler (apresentar os estados e coisas, exprimir ou expressar as experiências subjetivas do locutor e instaurar relações interpessoais) através de pretensões de validez correspondentes (pretensões de verdade, de veracidade e de correção ou justeza), descreve os proferimentos lingüísticos como atos com os quais um locutor se entende com um outro sobre algo e esclarece, assim, não apenas o aspecto global da significação de um proferimento mas o nexo interno existente entre significação e validez. Habermas acredita ter elaborado uma teoria que leva em conta os três aspectos do entender-se/com um outro/sobre algo. O conceito de agir comunicativo ou agir orientado para o entendimento pressupõe toda essa análise pragmático-formal dos atos de linguagem. A Conclusão [As Críticas de Habermas e de Searle a Richard Rorty] apresenta as críticas mais recentes de Habermas e de Searle a Rorty.
PROGRAMA:UNIDADE III:INTRODUÇÃO: Pragmatismo e Filosofia Analítica
UNIDADE I: Linguagem ordinária e percepção
1. 1. A questão do realismo
1. 2. As palavras e o mundo: uma fenomenologia lingüística
1. 3. Quando dizer é fazer: o ato de linguagem em AustinUNIDADE II: Significação, Atos de Linguagem, e o Realismo em Searle
2. 1. A estrutura dos atos ilocucionários em Searle
2. 2. A significação considerada como uma forma de Intencionalidade derivada
2. 3. A classificação dos atos ilocucionários
2. 4. O realismo externoUNIDADE III: Significação, Comunicação e Representação
3. 1. A estrutura dupla dos atos ilocucionários em Habermas - a distinção entre o uso cognitivo e o uso comunicativo da linguagem
3. 2. As pretensões de verdade têm um status paradigmátiço como pretensões de validade
3. 3. Como Habermas interpreta as funções da linguagem de Bühler?
3. 4. O conceito de agir comunicativoCONCLUSÃO: As Críticas de Habermas e de Searle a Richard Rorty
BIBLIOGRAFIAINTRODUÇÃO:
-- DUMMETT, M. Origins of Analytical Philosophy. Cambridge, Mass., Harvard University Press, 1993.
-- ENGEL, P. La Dispute. Une Introduction à la Philosophie Analytique. Paris, Minuit, 1997.
-- HOOKWAY, C. Peirce. London / N. Y., Routledge & Kegan Paul, 1985.
-- SEARLE, J. R. "Langage ou esprit?", in: Un siècle de philosophie 1900-2000, Paris, Gallimard / Centre Pompidou, 2000, pp.367-382.
-- TIERCELIN, Cl. C. S. Peirce et le pragmatisme. Paris, PUF, 1993.UNIDADE I:
-- AUSTIN, J. L. Philosophical Papers. J. O Urmson e G. J. Warnock (eds.), Oxford, Clarendon Press, 1961.
_________. How to do things with words. The William James Lectures 1955. J. O. Urmson (ed.). Oxford, Clarendon Press, 1962.
_________. Sense and Sensibilia. G. J. Warnock (ed.), Oxford, Clarendon Press, 1962.
-- BOUVERESSE, J. Langage, perception et réalité. Nîmes, J. Chambon, 1995.
-- CALVET DE MAGALHÃES, Th. Filosofia Analítica: De Wittgenstein à Redescoberta da Mente, pp. 105-157.
_________. "Austin e a Filosofia", Ética e Filosofia Política, vol. 4, no. 1 (jan-jun/1999), pp. 7-25.
-- PUTNAM, H. The threefold cord: mind, body and the world. N. Y., Columbia University Press, 1999, pp. 21-41.
UNIDADE II:
-- BELO, F. A Conversa, Linguagem do Cotidiano. Ensaio de Filosofia e Pragmática. Lisboa, Presença, 1991.
-- BENVENISTE, É. "La philosophie analytique et le langage", Les Études Philosophiques, No. 1 (jan.-março 1963); reimpresso em É. Benveniste, Problèmes de linguistique générale, Paris, Gallimard, 1966, pp. 267-276.-- CALVET DE MAGALHÃES, Th. Filosofia Analítica: De Wittgenstein à Redescoberta da Mente, pp. 129-182.
-- GRICE, P. Studies in the Way of Words. Cambridge, Mass., Harvard University Press, 1989.
-- PUTNAM, H. The Many Faces of Realism. La Salle, Illinois, Open Court, 1987.
_________. Realism with a Human Face. Cambridge, Mass., Harvard University Press, 1990.
_________. The Threefold Cord: Mind, Body and World. New York, Columbia University Press, 1999.
-- RYLE, G. "Ordinary Language", The Philosophical Review, LXII (1953); reimpresso em Thomas M. Olshewsky (ed.), Problems in the Philosophy of Language, pp. 56-71.
-- SEARLE, J. R. "Austin on Locutionary and Illocutionary Acts", The Philosophical Review, LXXVII (1968), pp. 405-424.
________. Speech Acts. An Essay in the Philosophy of Language. Cambridge, Cambridge University Press, 1969. Trad. fr. de Hélène Pauchard: Les actes de langage. Essai de Philosophie du Langage. Paris, Hermann, 1972.
________. "Chomsky's Revolution in Linguistics" [1972], in G. Harman (ed.), On Noam Chomsky: Critical Essays. N.Y., Anchor/Doubleday, 1974, pp. 2-33
________. Expression and Meaning. Studies in the Theory of Speech Acts. Cambridge, Cambridge University Press, 1979.
________. Mind, Language and Society: Philosophy in the Real World. N. Y., Basic Books, 1999, pp. 135-161.
________.. Rationality in Action. Cambridge, Mass., The MIT Press, 2001, pp. 33-60.
-- SEARLE, J. R. e VANDERVEKEN, D. Foundations of Illocutionary Logic. Cambridge, Cambridge University Press, 1985.
-- VANDERVEKEN, D. Meaning and Speech Acts. Volume I: Principles of Language Use. Cambridge, Cambridge University Press, 1990.
-- HABERMAS, J. Reflections on the Linguistic Foundations of Sociology, in: On the Pragmatics of Social Interaction. Preliminary Studies in the Theory of Communicative Action (tradução de Barbara Fultner), Cambridge, Mass., MIT Press, 2001, pp. 1-103.
_________. Communication and the Evolution of Society. Tradução com uma Introdução de Thomas McCarthy, Boston, Beacon Press, 1979.
_________. "Rorty's pragmatische Wende", Deutsche Zeitschrift für Philosophie, nº 44 (1996) pp. 715-741 (reimpresso como capítulo 5 de Warheit und Rechtfertigung); a versão em inglês deste ensaio - Richard Rortys Pragmatic Turn - foi publicada em J. Habermas, On the Pragmatics of Communication (Maeve Cooke, ed.), Cambridge, Mass., The MIT Press, 1998, pp. 343-382.
_________. Wahrheit und Rechtfertigung. Philosophische Aufsätze, Frankfurt-am-Main, Suhrkamp, 1999; Vérité et Justification (tradução francesa de Rainer Rochlitz), Paris, Gallimard, 2001; Verità e giustificazione (tradução italiana de Mario Carpitella) Laterza, Roma-Bari, 2001. A tradução em inglês deve sair em junho de 2003.
_________. "Erläuterungen zum Begriff des kommunikativen Handelns" (1982). Trad. fr. de Rainer Rochlitz: "Explicitations du Concept d'Activité Communicationnelle", in: J. Habermas, Logique des sciences sociales et autres essais. Paris, PUF, 1987, pp. 412-446.
_________. "Comments on John Searle: "Meaning, Communication, and Representation", in: John Searle and his Critics (Ernest Lepore e Robert Van Gulick, eds.), Oxford, Basil Blackwell, 1991, pp. 18-29.
CONCLUSÃO:
-- HABERMAS, J. "Rorty's pragmatische Wende", Deutsche Zeitschrift für Philosophie, nº 44 (1996) pp. 715-741 (reimpresso como capítulo 5 de Warheit und Rechtfertigung); a versão em inglês deste ensaio - Richard Rortys Pragmatic Turn - foi publicada em J. Habermas, On the Pragmatics of Communication (Maeve Cooke, ed.), Cambridge, Mass., The MIT Press, 1998, pp. 343-382.
-- SEARLE, J. R. "Rationality and Realism, What is at Stake?", Dædalus, Journal of the American Academy of Arts and Sciences, Vol. 122, No. 4 ("The American Research University") 1993. Tradução portuguesa de Desidério Murcho in Disputatio 7 (novembro 1999).
_________. Mind, Language and Society: Philosophy in the Real World. N. Y., Basic Books, 1999, pp. 1-37.
AVALIAÇÃO
PROVAS: 1a Prova: 22 de Maio
2a Prova: 1 de Julho
3a Prova: 31 de Julho
AULAS:
Abril: 22, 24, 29
Maio: 5, 8, 13, 15, 20, 22, 27, 29
Junho: 3, 5, 10, 12, 17, 24, 26
Julho: 1, 3, 8, 10, 15, 17, 22, 24, 29, 31
Agost:o: 5, 7
CURSO DE GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA
DISCIPLINA: HISTÓRIA DA FILOSOFIA MEDIEVAL
DUNS SCOT- Da Refundação da Metafísica à Ética
D. SCOTUS
(1265?-1308)
Afresco de Giotto
(1297-1299)
EMENTA:
Trata-se, ao retomar e explicitar os seguintes textos de Duns Scot: a Collatio 24, a Ordinatio I, Distinção 3 (Iª Parte) e Distinção 8 (Iª Parte) e o Prólogo à Ordinatio, e ao privilegiar aqui a univocidade do conceito de ente e a teologia como disciplina ética, de uma mera introdução ao pensamento deste autor.
PROGRAMA:
INTRODUÇÃO: Vida e obras de Duns Scot. A passagem do século XIII ao século XIV
UNIDADE I: A doutrina da univocidade do conceito de ente e a refundação da metafísica como ciência transcendental
1. 1. O nascimento da onto-teologia
1. 2. A doutrina da univocidade do conceito de ente em Duns Scot
1. 3. A nova estrutura da metafísica: a metafísica como ontoteologiaUNIDADE II: A teologia como disciplina ética
2. 1. O estatuto da teologia como ciência
2. 2. Uma nova compreensão da ciência prática e da liberdade da vontade
2. 3. A teologia como ciência práticaCONCLUSÃO: De Duns Scot a Kant
BIBLIOGRAFIA:
INTRODUÇÃO:
-- BOULNOIS, O. Duns Scot, la rigueur de la charité. Paris, Cerf, 1998, pp. 7-23.
-- LIBERA, A. de. La philosophie médiévale, Paris, PUF, 1993, pp. 413-452 [A filosofia medieval. São Paulo, Loyola, 1998].
-- TODISCO, O. Giovanni DUNS SCOTO, filosofo della libertà. Padova, Messaggero, Di S. Antonio, 1996, pp. 5-16.
-- VAZ, H. C. L. Raízes da Modernidade, São Paulo, Loyola, 2002, pp.11-30, 55-73, e 163-169.
-- VERGER, J. "Condition de .l'intellectuel aux XIIIe et XIVe Siècles", in: Philosophes médiévaux des XIIIe et XIVe esiècles - Anthologie de textes philosophiques (Ruedi Imbach e Maryse-Hélène Méléard, dir.), "Bibliothèque Médievale", Paris, Union Générale d'Éditions, 1986, pp. 11-48.
UNIDADE I:
-- BOULNOIS, O. "Introduction", in: Duns Scot, J. Sur la Connaissance de Dieu et L'Univocité de L' Étant, Ordinatio I - Distinction 3 - I re partie; Ordinatio I - Distinction 8 - I re partie (Olivier Boulnois, trad.), Paris, PUF, 1988, pp. 11-81.
________. Être et représentation. Paris, PUF, 1999, pp. 223-291, 327-404.
-- COURTINE, Suarez et le système de la métaphysique. Paris, PUF, 1990. pp. 9- 30 e 137-154.
-- DUMONT, S. D. "La doctrine scotiste de l'univocité et la tradition médiéavle de la métaphysique", Philosophie, Nº 61 (1999), pp. 27-49.
UNIDADE II:
-- BOULNOIS, O. Duns Scot, la rigueur de la charité. Paris, Cerf, 1998, pp. 25-150.
_________."Si Dieu n'existait pas, faudrait-il l'inventer? Situation métaphysique de l'éthique scotiste", Philosophie, Nº 61 (1999), pp. 27-49.
-- MARTIN, C. J., "Impossible Positio as the Foundation of Metaphysics or, Logic on the Scotist Plan?", in Vestigia, Imagines, Verba. Semiotics and Logic in Medieval Theological Texts (XIIth-XIVth Century), Bologna, BREPOLS, 1997, pp. 255-276.
-- Philosophie, Nº 61 (1999), Paris, Minuit.CONCLUSÃO:
-- BOULNOIS, O. Être et représentation. Paris, PUF, 1999, pp. 457-515AVALIAÇÃO
PROVAS: 1ª Prova: 27 de Maio
2ª Prova: 3 de Julho
3ª Prova: 5 de AgostoAULAS:
Abril: 22, 24, 29
Maio: 5, 8, 13, 15, 20, 22, 27, 29
Junho: 3, 5, 10, 12, 17, 24, 26
Julho: 1, 3, 8, 10, 15, 17, 22, 24, 29, 31
Agost:o: 5, 7
FACULDADE
DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS
HUMANAS - UFMG
DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA
DISCIPLINA: TÓPICOS EM FILOSOFIA POLÍTICA
1º
Semestre de 2009

Foucault
(1926-1984)

Kant
(1724-1804)

Derrida
(1930-2004)
PROGRAMA:
INTRODUÇÃO
GERAL: Filosofia e Política
UNIDADE I: A Aufklärung é o contrário da tolerância. Leitura e explicitação do opúsculo de Kant "Resposta à pergunta: Que é Esclarecimento?" (Beantwortung der Frage: Was ist Aufklärung?) [1783].
UNIDADE II: Direito e hospitalidade. Leitura e explicitação do opúsculo de Kant "Para a Paz Perpétua - Um Projeto Filosófico" (Zum ewigen Frieden: Ein philosophischer Entwurf) [1795; 1796].
INTRODUÇÃO GERAL:
ARENDT, H. "Filosofia e Política" (1954). Trad. bras. de Helena Martins, in: H. Arendt, A dignidade da política (Antônio Abranches, org.), Rio de Janeiro, Relume-Dumará, 1993, pp. 91-115.
LADRIÈRE, J. "La philosophie vis-à-vis du politique", Le temps du possible, Louvain-Paris, Peeters, 2004, pp. 54-62.
UNIDADE I:
KANT, I.
"Beantwortung der Frage:
Was ist Aufklärung?" [1793]. Trad. bras. de Floriano de
Sousa Fernandes, in: Immanuel Kant - Textos
Seletos, Petrópolis, Vozes, 1985 (2a ed.), pp.
100-116.
FOUCAULT,
M. "Qu'est-ce que les Lumières?" (2003), Dits et Écrits 1954-1988,
vol. IV: 1980-1988 (Daniel Defert e François Ewald, eds.),
Paris,
Gallimard, 1994, pp. 579-688. Trad. bras. de Ana Maria de A. Lima, in:
Michel Foucault (1926-1984), O
Dossier - Últimas Entrevistas (Carlos Henrique de
Escobar, org.), Rio de Janeiro, Livraria Taurus Editora, 1984, pp.
103-112.
________. Le gouvernement de soi et des autres. Cours au Collège de France (1982-1983). Paris, Seuil/Gallimard, 2008, pp. 3-39.
TORRES
FILHO, R. R. "Tolerar e Vigiar" e "Respondendo à pergunta: quem
é a Ilustração?", in: Ensaios de Filosofia
Ilustrada, São Paulo, Brasiliense, 1987, pp. 69-101.
RICOEUR, P.
"Tolérance, intolérance, intolérable" (1990), Lectures 1 - Autour du politique,
Paris, Seuil, 1991, pp. 294-311.
ZARKA,
Y-Ch. e FLEURY, C. Difficile
Tolérance. Paris, PUF, 2004.
UNIDADE II:
KANT, I. "Zum ewigen Frieden: Ein philosophischer
Entwurf" [1795; 1796]. Trad. bras. de Jacó Guinsburg,
in: A Paz Perpétua: Um
projeto para hoje (Jacó Guinsburg, org.), São Paulo, Perspectiva,
2004, pp. 31-87.
DERRIDA, J.
"O Direito à Filosofia do Ponto de Vista Cosmopolítico"
(1991). Trad. bras. de Jacó Guinsburg, in: A Paz Perpétua: Um projeto para hoje,
pp. 11-29.
HABERMAS,
J. La paix perpétuelle - Le
bicentennaire d'une idée kantienne [Kants Idee des Ewigen Friedens - aus dem
historischen Abstand von 200 Jahren].
Tradução francesa de Rainer Rochlitz, Paris, Cerf, 1996.
RENAUT, A.
"Penser le Droit. Républicanisme et cosmopolitisme", Kant Aujourd'hui [1997], Paris,
Flammarion, 2003, pp. 433-491.
ZARKA,
Y-Ch. "Cosmopolitisme et hospitalité chez Kant", in: Kant cosmopolitique (Yves Charles
Zarka e Carline Guibet Lafaye, eds.), Paris, Éditions de
l'éclat, 2004, pp. 19-30.
CONCLUSÃO:
BORRADORI, G. Filosofia
em tempo de terror. Diálogos com Habermas e Derrida [2003].
Trad. bras. de Roberto Muggiati, Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed., 2004.
CALVET DE
MAGALHÃES, Th. "Violência e/ou Política", in: Poder, normalização e
violência.
Incursões foucaultianas para a atualidade (Izabel C. Friche
Passos,
org.), Belo Horizonte, Autêntica Editora, 2008, pp. 23-40.005,
pp.
45-92.